Ponto da situação.

Vamos fazer um ponto da situação.

Faz dois anos que criei este blog, no qual tenho publicado escassos artigos. Decidi, por isso, fazer um ponto da situação contigo que me acompanhas.
Este blog nasceu com uma vontade genuína de partilhar as respostas que iluminavam e respondiam às questões que foram surgindo ao longo do meu percurso. O objetivo inicial era a partilha, responder a questões que já tive e, conversando com vocês, ter acesso a outras perguntas pertinentes, que me fariam partir em busca de mais respostas.

Aconteceu que, ao longo do tempo, as perguntas que sozinhas eram geradas na minha mente precisavam de respostas demoradas. Tudo isto junto a um pouco de impaciência para encontrar as respostas acabou por reduzir ainda mais o conteúdo que partilhava aqui, visto que não tinha respostas ou conhecimento que achasse pertinente expor.

Foi uma fase em que duvidei de tudo.  Felizmente, econtrei a sabedoria que necessitava. Foram imensas as epifanias e conhecimento encontrado que acabei por não partilhar aqui.

Hoje não procuro publicar pela obrigação de o fazer. Procuro desenvolver as competências que este protejo claramente me mostrou que não tinha. Quanto à minha busca de lógica, tenho encontrado conhecimento que me esclarece, palavras que me faltavam, num caminho sustentável desta busca.

De certa forma, sinto que ainda estou a aprender a falar.

Percebi que este blog não era uma meta final, mas um percurso que tenho finalmente o prazer de estar a apreciar. Apesar das dificuldades, considero uma dádiva ter as poucas certezas que tenho hoje e ter tomado o tempo de garantir que o caminho que fazia era aquele que me era destinado.

Psico(lógico) começou por ser a ambição de perceber e resumir a lógica da mente. Uma busca profunda de sentido e uma vontade de ajudar aqueles que partem de bases/conhecimento desadaptativos. Poderia dizer que o feitiço se virou contra o feiticeiro, mas claramente estava a criar aquilo que eu mais precisava e, felizmente, tornamo-nos expert dos nossos próprios problemas e agora tenho respostas que tanto precisava.

Tudo o que escrevo aqui é bem escrito? Não. E tenho noção disso. É precisamente isso que mais estou a tentar trabalhar neste momento.

Existem textos mais bem escritos, como aqueles acerca das emoções, pois derivam diretamente dos meus trabalhos de licenciatura, como Os 3 tipos de vida feliz , 10 emoções positivas e a sua utilidade que derivam do The broaden-and-build theory da Frederickson ou ainda A psicologia positiva não é o que tu pensas. Livros como : O Homem em Busca de um Sentido – Livro por Viktor Frankl, ou filosofia como o Epicurismo e o Estoicismo
Assim, quero agradecer às pessoas que me leram, às pessoas que me partilharam, aos amigos, aos professores, que souberam dar-me palavras e referências importantes.
Posso, no entanto, transmitir-vos o que aprendi nestes dois anos: que a busca da felicidade não está numa vontade desesperada de a encontrar… a felicidade está na busca sem no entanto a expectar.

“…creio que diria qualquer coisa como isto; a vida plena é um processo, não um estado de ser. É uma direcção, não uma meta. Não é…um estado de graça, ou de contentamento, nem nirvana, nem felicidade. Não é uma condição na qual o individuo esteja ajustad ou realizado ou actualizado.”
(Rogers,1961,pp.186-187)

Psico(lógico), em busca da lógica da sua mente

 

Foto by Mahkeo

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