2º Dia de desafio

Serra da Estrela

26 de Setembro de 2017

Após acordar enregelado depois de uma noite longa que me pôs à prova, precipitei-me para o carro com uma necessidade enorme de subir em busca dos primeiros raios de sol. Posso dizer nunca que apreciei tanto o nascimento do dia.

Depois de tomar o pequeno-almoço, voltei à tenda com o objetivo de construir uma muralha que me protegesse das vacas e raposas que teimavam em perturbar o meu sono durante aquela que fora a primeira noite.

De “casa” fortificada e de mochila às costas decidi fazer-me ao caminho e segui um percurso de traille que me levou quase ao cimo do Cântaro Gordo.

Tão perto, mas tão longe… Sem roteiro certo traçado, decidi arriscar e subir por entre as giestas até ao topo. Valeu a pena pela vista, onde consegui observar até onde o sol tocava, mas se a subida foi um desafio perigoso, a descida demandava um extra de coragem e valentia.

Quando, depois daquela descida pelos penedos, cheguei a um terreno mais plano, caminhei tranquilamente até às Torres, nas quais pude calmamente fazer a minha refeição.


Após os primeiros 3, 4 Km feitos, a minha mente começou a matutar. Já tinha corrido a serra inteira e ainda me faltavam 5 dias para o fim do meu desafio. O frio e a falta de actividades começavam a convencer-me que sete dias sozinho na serra já não tinham tanto sentido, como quando pensei nisto inicialmente.

Tentei negociar comigo próprio, aceitar que tinha de ser e ajustar o negociável (fazer actividades divertidas, conceder-me boa comida).

Pensei que tinha conseguido convencer-me ou, neste caso, forçado a ficar, mas nesse mesmo final de tarde abandonei a minha tenda, e voltei para casa.

Revelo-te uma importante lição que aprendi nestes dois dias sozinho com os meus pensamentos, bem como o porquê de ter ido embora, nesta sexta-feira, no próximo artigo.

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