“O homem que não se contenta com pouco, nunca será feliz com nada.”
Quem não tem o desejo de ser feliz? Mas como somos supostos atingir esse fim? E sobretudo o que é a felicidade?
Epicurismo
O epicurismo é uma filosofia que tem por objetivo responder esse objetivo mais comum a todos os seres humanos.
O que são as coisas que realmente nos fazem feliz, e como ser feliz ao longo da vida é isso que vamos ver hoje.
A felicidade é-nos trazida pelo prazer e pela fuga á dor. Aliás o teu corpo já segue essa mecânica naturalmente.
O hedonismo epicuriano fala-nos dessa busca de prazer, essa busca que tem por objetivo nos levar a um estado de Ataraxia (ausência de trauma, ao seja uma paz interior).
Mas será que todos os prazeres valem a pena, será que “Carp Diem” significa que devemos procurar e aproveitar todos os prazeres?
A resposta segundo o epicurismo é que não, deve ser efetuado um Calculo dos Prazeres. Esse calculo leva-nos à seguinte reflexão:
- Todos os prazeres não devem ser procurados.
Por exemplo se embriagar exageradamente, no momento, pode ser agradável, mas trará consequência na manha a seguir. Igualmente quando não te apetece estudar.
“Nenhum prazer é em si mesmo um mal, mas aquilo que produz certos prazeres acarreta sofrimentos bem maiores do que os prazeres.”
- Toda a dor não deve ser evitada, porque podem valer a pena.
Uma sessão de desporto, ou estudar pode no inicio ser doloroso, mas trará benefícios duradouros após se suportar essa dor.
3 Tipos de prazer:
- Naturais e necessários (Comer e beber).
- Naturais e não necessários (Comer e beber com mais luxo).
- Não naturais e não necessários (Glória, amor ao dinheiro, etc.) devem ser evitados pois trazem distúrbios à mente.
3 Erros do senso comum sobre o que nos aproxima da felicidade
- A crença que para ser feliz é necessária uma relação amorosa.
- A crença da necessidade de imenso dinheiro (obter esse dinheiro requer por vezes imenso esforço, longas horas de trabalho árduo ou tarefas que vão contra os nossos valores).
- Luxo (Fama, a necessidade de viver num sitio paradisíaco, ter uma boa vista que proporcione calma e liberdade).
Felicidade baseia-se nos 3 seguintes fatores:
- Ter amigos por perto, e quanto maior a regularidade de contacto melhor.
- Trabalhar sozinho ou em pequeno grupo, trabalhar com amigos (Padaria, reparações) algo que ajude realmente as pessoas, algo que faça a diferença.
- Ter a capacidade de encontrar a calma na própria mente (através de momentos de solidão, reflexão, meditação e escrita).
Conclusão
A ideia principal a reter é que há simples prazeres na vida, e quanto maior a tua capacidade de te satisfazeres com esses simples prazeres, mais facilitada será a tarefa manter uma felicidade a longo prazo. Pois a necessidade de prazeres demasiado requintados, dispendiosos e raros, fará que seja mais difícil de os obter quotidianamente.
Saber apreciar o simples facto de saciar a fome, a sede, o sono, a ausência de doença e termos geralmente tanto disponível á nossa volta é o alimento base da nossa felicidade, pois quando te falta um deles, aí passas realmente mal.
Recomendo-vos um vídeo de Clóvis de Barros (25 min), onde ele explica de forma hilariante e simples sobre como nos “Prostituímos” por alguns prazeres, e sobretudo sobre o valor de termos prazeres simples na vida.
Esta filosofia pode parecer bastante restritiva, digam-me o que acham, se vale a pena nos privarmos de grandes prazeres por uma vida mais simples de satisfazer.
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